Como medimos
A regra é simples: só vale o que foi publicado antes do jogo, com link para a fonte, conferido contra o placar oficial.
O que conta como palpite
Registramos palpites explícitos: vitória de um time, empate ou um placar. Frases como "jogo equilibrado" ou "pode sair de tudo" não entram. Cada palpite guarda o endereço da página onde foi publicado.
Por que existe um ranking oficial e um histórico
Páginas na internet podem ser editadas. Um palpite errado pode virar certo depois do apito, de boa ou de má fé. Por isso, a cada poucas horas, um robô visita as páginas de palpites antes dos jogos e guarda uma cópia da página, a impressão digital dela (SHA-256, que muda se uma única letra mudar) e o horário. A mesma página é enviada ao Internet Archive, que guarda uma cópia independente da nossa.
Só entram no ranking oficial palpites tirados dessas capturas, feitas antes do pontapé inicial. Palpites coletados depois dos jogos ficam no histórico: conferem com as fontes, mas não temos como provar que não mudaram.
Quem é o autor do palpite
Atribuímos o palpite a quem a página atribui. Quando um veículo publica os palpites como da redação, sem que o autor do texto diga que são dele, o palpite é registrado em nome do veículo.
Como pontuamos
A medida principal é o acerto de resultado: vitória do mandante, empate ou vitória do visitante. Ela vale para todos, porque nem todo comentarista crava placar. Quando há placar, também mostramos o acerto de placar exato.
Só entra no ranking principal quem tem pelo menos 20 palpites conferidos. Junto da taxa mostramos uma margem de incerteza (intervalo de Wilson, 95%): quanto menos palpites, mais larga ela fica. Duas taxas cujas margens se sobrepõem não devem ser lidas como diferença real.
As duas réguas
Sempre o mandante (48,0% nesta temporada) é o palpite sem nenhum esforço. Quem fica abaixo dele acertaria mais sem pensar.
O modelo estatístico (50,0%) estima quantos gols cada time deve marcar a partir da força de ataque e de defesa, com mais peso para jogos recentes, e combina isso com um rating do tipo Elo que carrega a força dos times de uma temporada para a outra (com tratamento próprio para times promovidos). Os parâmetros foram ajustados nas temporadas de 2006 a 2017 e conferidos de 2018 em diante. Ele usa somente jogos encerrados antes do início de cada partida. Não usa odds de casas de apostas. Não é mágica: futebol tem muito acaso, e um bom modelo fica perto de 50% de acerto.
Para comparar de forma justa, o modelo é medido nos mesmos jogos em que cada comentarista palpitou.
Fontes dos resultados
Calendário e placares vêm do projeto openfootball (domínio público), com conferência em pelo menos duas fontes jornalísticas quando há dúvida, e com uma segunda base independente (football-data.org). Correções ficam registradas.
Para aprender a força dos times, o modelo também usa o histórico do Brasileirão de 2003 a 2024, compilado no repositório público Brasileirao_Dataset (de adaoduque, no GitHub). Usamos apenas data, times e placar de cada jogo, e conferimos que os placares coincidem com a base de domínio público nas temporadas em que as duas existem.